A Janela Maldita
Por experiência própria, como graduando em informática, tenho até receio de escrever o substantivo Janela sem contextualizar. Pessoas normais, ao lerem o título dessa postagem, provavelmente achariam que se tratava de algum filme de terror meia boca. Mas não, estudantes de informática jamais pensariam isso. Pior, se entusiasmariam com a possibilidade de ser um artigo falando mal do Bill Gates.
Isso me lembra de uma piada, que dizem ter sido criada pelos mais diversos escritores de nosso país, mas que pra mim não é nada mais do que uma daquelas pérolas que anônimos, como eu e você, fazemos, contamos para um amigo, que espalha, para depois ninguém acreditar que fomos nóa inventamos.
Por isso, venho aqui agradecer ao Arthur, do Urublog, que publicou e deu crédito a uma charge nossa. Vejam em:
http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2008/07/12/os-rivais/
Aproveitem e leiam o resto do blog. É voltado para flamenguistas e têm um texto leve e divertido. Boa pedida.
Ah sim, a piada. Na verdade não é bem uma piada, e sim uma frase que resume bem dois conceitos de informática: Software é aquilo que você xinga, hardware é aquilo que você chuta.
(Gancho canalha em seguida)E falando em chutar, vamos finalmente parar de enrolar e comentar sobre o assunto do tópico. A Janela de Transferências internacionais está aberta, e os clubes que vêm se destacando passam a sofrer com isso. No caso do futebol carioca, Flamengo e Fluminense são os principais alvos de especulações.
O Tricolor já perdeu Cícero, e pode perder Thiago Neves e Gabriel. Além deles, Thiago Silva já está negociado, mas sai apenas no fim do ano.
O Flamengo, por sua vez, têm talvez o noticiário mais “emocionante” do país. Primeiro foi a novela Ibson, depois a saída de Renato Augusto e o fica ou não fica de Caio Jr. Hoje, a vez é de Marcinho. Com proposta do mesmo Qatar FC, um dos artilheiros do campeonato se reune com a diretoria para decidir seu futuro. Kleber Leite não tem muito o que fazer, senão tentar comprar o passe dele, que está emprestado e não tem nenhum vinculo com o clube. Corremos o risco de perdê-lo sem receber nada em troca.
Resolvido isso, acho que os últimos problemas seriam os dois laterais, que vem se destacando bastante. Sobre Juan, não tenho informações mais aprofundadas, apenas o temor. Resta torcer para que nada dê errado.
Já Léo Moura, ao que parece, chegou a ter sua transferência praticamente acertada, mas desistiu. Curioso é que foi convencido, entre outras coisas, pela cantora Perlla. Léo, que não é bobo, não deu mole pra caramba e não deixou a menina, na madrugada, abandonada. A fonte é uma daquelas que o pessoal costuma chamar de Águas de Lindóia, mas acreditem, é confiável.
Bom, é isso. Obrigado a galera que nos apoiou a voltar.
Abração
Add comment Julho 15, 2008
Tá chegando a hora…

Confesso que desconfiei quando o “Papai” chegou. Após a passagem de Ney Franco, que não considero mau técnico, estava esperando que a diretoria traria algum dos nomes da moda.
Abel Braga, Emerson Leão, e o sempre cotado Wanderley Luxemburgo eram citados a todo momento por estações de rádios ávidas pelo furo de reportagem.Nada disso veio. Fiquei frustrado. Graças a Deus.
O que aconteceu depois todo mundo sabe: 15 vitórias, 4 Empates, 7 derrotas. Flamengo de penúltimo vai ao terceiro lugar.
Agora a hora da despedida tá chegando. Com a classificação para as quartas-de-final da Copa Libertadores praticamente assegurada, após a bela vitória sobre o América-mex, o jogo deste domingo tem tudo para ser o capítulo final desta bela passagem de Joel pelo Flamengo. E tomara que o até logo seja em grande estilo.
A partida será muito complicada. O desgaste físico que o time sofreu devido à maratona de viagens da última semana, torna ao meu ver o Botafogo favorito, mesmo com a importante vantagem conseguida no primeiro jogo. Tomo como parâmetro para isso a semifinal da Taça Rio, na qual o Botafogo passou por cima de um destroçado Flamengo.
Vamos ver, e torcer. Nos vemos no maracanã.
UPDATE:
Vejam as estatísticas de Joel treinando o Flamengo
http://www.flamengo.com.br/flapedia/Joel_Santana#Estat.C3.ADsticas
Fonte: Flapédia
Add comment Maio 2, 2008
Voltamos
Dizem que tudo acaba voltando para o lugar de onde nunca deveria ter saído.
Aqui estamos.
A partir de agora as coisas voltarão ao normal.
Obrigado aos leitores amigos que perguntaram sobre a nossa volta.
Abraços, equipe NA TRAVE!
Add comment Abril 24, 2008
Rapidinhas do TJD
Botafogo
Cuca – suspenso – 30 dias – artigo 188 (manifestar-se desrespeitosamente contra o árbitro ou ameaçá-lo). Absolvido dos outros artigos.
Lucio Flavio – suspenso – dois jogos
Ferrero – suspenso – dois jogos
Diguinho – suspenso – dois jogos
Castillo – suspenso – um jogo
Jorge Henrique – absolvido
Zé Carlos – absolvido
Triguinho – absolvido
O Botafogo, segundo o dirigente Carlos Augusto Montenegro, irá recorrer da suspensão de Cuca.
Flamengo
Obina – suspenso – um jogo
Souza – absolvido
Fluminense
Luiz Alberto – suspenso – um jogo
Thiago Silva – absolvido
1 comment Março 6, 2008
Ele voltou !!!

A imensa torcida tricolor realizará dois sonhos nesta quarta-feira, na partida contra o Arsenal-ARG, no Maracanã: o primeiro será ver o time disputando uma partida da Libertadores após 23 anos de ausência, no “Maior do Mundo”. O segundo, ainda mais tradicional, será o retorno do pó-de-arroz aos estádios cariocas, o que será um atrativo a mais para a volta do Tricolor à Libertadores.
A Justiça carioca liberou na tarde desta segunda-feira a volta do pó-de-arroz aos estádios, atendendo ao pedido da dupla de advogados Gabriel Machado e Gustavo Albuquerque, torcedores do clube e que estavam empenhados pelo resgate desta tradição tricolor, única entre os grandes clubes do Brasil.
História
O pó-de-arroz, que nada mais é do que talco inodoro, é uma marca registrada do Tricolor carioca. A origem é controversa e remonta ao ano de 1914. O Fluminense, numa época em que os negros não eram aceitos nos clubes da Zona Sul carioca – apenas o Bangu utilizava jogadores negros – contratou o meia Carlos Alberto, um mulato, que pertencia ao América. A história diz que o jogador passava pó-de-arroz no corpo para disfarçar a cor e ser bem aceito nas Laranjeiras, e que num jogo contra o seu ex-´clubes, os torcedores adversários perceberam o truque e começaram a gritar “pó-de-arroz”. Mas o feitiço teria virado contra o feiticeiro, pois os tricolores, em vez de se revoltarem com a brincadeira, teriam adotado o apelido.
Mas o goleiro Marcos Carneiro de Mendonça, primeiro grande ídolo do Tricolor, tem outra versão, disponível num documentário no Youtube. Marcos garante que Carlos Alberto não usava o pó-de-arroz para disfarçar nada, mas por que gostava de colocar após fazer a barba (veja o vídeo)
Fonte: Globoesporte.com
3 comments Março 3, 2008
Maratona Tricolor em Março.
Por Felipe Abreu.
01/03
18h10m – Carioca 2008 – Fluminense x Cabofriense – Maracanã
05/03
21h50m – Libertadores 2008 – Fluminense x Arsenal (ARG) – Maracanã
08/03
18h10m – Carioca 2008 – Fluminense x Friburguense – Maracanã
12/03
21h45m – Carioca 2008 – Fluminense x Resende – Maracanã
15/03
18h10m – Carioca 2008 – Fluminense x Americano – Maracanã
19/03
19h30m – Libertadores 2008 – Libertad x Fluminense – Assunção
23/03
18h10m – Carioca 2008 – Fluminense x Vasco – Maracanã
26/03
19h30m – Carioca 2008 – Fluminense x Mesquita – Maracanã
30/03
18h10m – Carioca 2008 – Botafogo x Fluminense – Maracanã
Neste mês de Março, o Fluminense fará 10 jogos validos pelo campeonato Carioca e Taça Libertadores. O técnico Renato Gaúcho deverá usar uma equipe mista durante boa parte da Taça Rio, para focar e treinar os titulares para a disputa do torneio mais difícil do continente. A provável escalação para a estréia é: Fernando Henrique; Gabriel, Roger, Luiz Alberto, Junior César; Ygor, Arouca, Conca, Thiago Neves; Leandro Amaral (Dodô) e Washington.
Ainda não se sabe o desfecho do caso Leandro Amaral x Vasco, talvez ele consiga um efeito suspensivo e jogue a Taça Rio, caso não consiga, o seu substituto imediato será Dodô, obviamente.
Um adendo sobre o último jogo do Fluminense na Libertadores: O Tricolor foi o primeiro clube brasileiro a conseguir arrancar um ponto da LDU, no Equador. Nos últimos anos, Santos (duas vezes), São Paulo e Internacional perderam lá. Pela Libertadores, somente o Vélez conseguiu uma vitória, em 2006. A LDU derrotou outros adversários tradicionais, como, por exemplo, Colo Colo, River Plate e Penarol, o que valoriza muito o empate sem gols obtido semana passada.
Abaixo, os últimos jogos da LDU, em casa, pela Libertadores:
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2007 |
2006 |
2005 |
2004 |
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3 x 1 Colo Colo |
1 x 3 Velez |
3 x 0 Penarol |
3 x 0 Alianza Lima |
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1 x 1 River Plate |
5 x 0 Rocha |
1 x 0 Bolivar |
3 x 0 São Paulo |
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3 x 1 Caracas |
4 x 0 Universitário |
2 x 1 Santos |
5 x 1 Cobreloa |
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4 x 0 Atlético Nacional |
1 x 1 Danubio |
4 x 2 Santos |
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2 x 1 Internacional RS |
2 x 1 River Plate |
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Add comment Fevereiro 28, 2008
Sindicato da Comédia
Não, não teremos nenhuma piada sobre futebol nesse post. Nem sobre o Botafogo. Fujo um pouco do tema do Na Trave, para divulgar o excelente grupo de stand-up comedy carioca, o Sindicato da Comédia.
Espetáculos todas as terças-feiras às 21 horas na Casa de Cultura Laura Alvim.
Endereço: Avenida Vieira Souto, 176 – Ipanema.
Visitando o site, pode-se imprimir filipetas de desconto, saber um pouco mais sobre a história do stand-up comedy e ainda conferir mais vídeos.
Confiram: http://www.sindicatodacomedia.com
2 comments Fevereiro 26, 2008
A vinda do troféu da Liga dos Campeões para o Brasil
Sou um verdadeiro amante do futebol europeu. Dos times tradicionais, grandes seleções, torcidas, estádios , jogadores espetaculares, o charme dos torneios etc.
Semana passada me deparei com uma oportunidade única: ver de perto a belíssima taça da Liga dos Campeões, que estava em exibição no Jockey Clube.
Desde já agradeço ao meu amigo Pedro Pacca por arranjar convites para a festa de exibição da Taça na última sexta feira e por me passar estas fotos.
Com direito a cinema com 4 telas mostrando histórias do torneio, computadores com quiz sobre o torneio (marquei 126 pontos em 145
), Winning Eleven disponível para ser jogado, exposição de camisas de jogadores famosos e bolas de outras edições, pista de dança com música tecno, buffet de doces, bebidas variadas, petiscos deliciosos, muita gente famosa, além da própria taça, o evento não deixou a desejar.
Muitos jogadores e ex-jogadores compareceram ao Jockey, incluindo Bebeto, Mauro Silva, Paulo Sérgio, Élber, o lateral do Fluminense Gabriel, o atacante Somália (sem mancar) e a grande estrela da noite: Petkovic (depois falarei sobre isso).
Como já puderam ver pela foto anterior, a ex-BBB (tava cheio deles) Grazielli foi quem apresentou o evento. Demonstrando pouco conhecimento sobre futebol, ao menos ela teve jogo de cintura para manter o público atento e driblar algumas pequenas falhas da organização.
No meio da madrugada, o sérvio Petkovic chegou ao recinto. Como o jogador estava de aparente bom humor e receptividade acima do comum, Pedro Pacca tomou coragem e pediu para tirar uma foto com o meia.
Conhecido por ser um tanto antipático, ele nos surpreendeu e não fez qualquer objeção. Melhor para o Pedro, que fica com a foto como lembrança.
No fim das contas, o que posso dizer sobre o evento? Muito bem organizado, diferente, interessante. Uma forma excelente de divulgar este grande torneio por todo o mundo, dando a todos a oportunidade de saber um pouco mais sobre o futebol do velho continente.
Mais uma vez agradeço ao Pacca pelas fotos e me despeço deste post com cara de revista de fofoca recomendando a todos que acompanhem a UCL, que já está nas 8as de final.

3 comments Fevereiro 26, 2008
E o Oscar vai para…Flamengo
Durante toda a semana que passou, não houve outro assunto a ser discutido pelas pessoas nas ruas do Rio de Janeiro senão a decisão (e possibilidade de revanche) entre Flamengo e Botafogo. Claro, por mais natural que seja a expectativa criada em torno de uma final, havia ainda um ingrediente que tornaria as coisas mais tensas nessa partida: a polêmica decisão estadual de 2007.

Seguindo o script, já que houve a festa do cinema mundial ontem nos EUA, todos os pré-requisitos de um jogo decisivo estiveram presentes no roteiro: muitos jogadores se tornaram dúvidas por problemas de contusão, treinador fazendo muitas variações táticas para confundir o adversário, além do fato de que toda frase dita na véspera de tais jogos se tornam polêmicas, tal qual a do goleiro Castillo, que tinha dito que calaria o Maracanã, e a resposta de Cristian, ao chamar o arqueiro adversário de papagaio.
Como todo grande filme, a expectativa de casa cheia foi cumprida, e houve um público presente de mais de 80.000 pessoas para apreciar mais um duelo entre as duas equipes. Parecia um filme de western, tamanha era a tensão, e o respeito entre os técnicos. Tanto que no início da partida, as equipes ficaram apenas esperando quem iria disparar o primeiro tiro, ou melhor, pressionar o adversário em busca do gol.
Um dos candidatos a protagonista era Wellington Paulista, que se livrou de Jaílton e Ronaldo Angelim e acertou um forte chute cruzado para abrir o placar, diante de uma platéia sedenta por gols. O filme se manteve morno, apenas seguindo seu curso até o fim da primeira etapa. Mas como todo grande filme, é um erro grave tentar prever o final antes de seu desenrolar.
Chegou o momento da entrada em cena dos primeiros candidatos a coadjuvantes do jogo, Kleberson e Obina, que entraram para satisfazer uma parte do público que queria mudanças no roteiro do filme, no lugar dos não tão bons atores Jailton e Marcinho.
A segunda etapa começou com a equipe do Flamengo disposta a mudar os papéis de protagonista e coadjuvante do filme. Porém, quem assumiu essa posição foi o árbitro da partida, ao marcar um penalti que foi pivô de muita discussão, se tornando mais falado até do que a própria partida em si. O penalti em si foi marcado corretamente, já que o zagueiro alvi-negro Ferrero puxou Fabio Luciano pela camisa, o que configurava a infração. A reclamação dos botafoguenses consistia no fato de tal tipo de penalti nunca ser marcado por outros árbitros: polêmicas à parte, está na regra que esse tipo de lance deve ser marcado. Um detalhe no filme que muitos deixariam passar desapercebido: na discussão, o nosso segundo candidato a protagonista, Lúcio Flávio, levou cartão amarelo na confusão.
Convertida a penalidade por Ibson, acreditava-se que haveria uma calmaria para o espectador poder respirar e absorver os acontecimentos da história. Porém, o roteiro era eletrizante, e a ação só tendia a ficar mais intensa, com uma discussão generalizada que duraria 5 minutos e traria como saldo as expulsões de Souza (Flamengo) e Zé Carlos (Botafogo).
Com a saída dos dois atores em tal momento da história, ficou ainda mais difícil fazer qualquer tipo de previsão. Com as equipes em momento nervoso na partida, nervos a flor da pele, ocorre o terceiro ponto crítico do filme: Lúcio Flávio, contrariado com a decisão do árbitro de não marcar uma falta em Jorge Henrique, agride com um pontapé o jogador Juan, levando o segundo amarelo e sendo expulso de campo.

Os diretores do filme, Joel Santana e Cuca, estudavam maneiras de terminar o filme conforme suas vontades, assim Joel Santana, aproveitando-se do jogador a mais, lançou mão de um atacante e tirou um jogador de contenção, colocando Diego Tardelli no lugar de Toró. Nesse meio tempo, ainda houve um candidato a vilão da história, o botafoguense Ferrero, que poderia ter sido expulso após um carrinho desleal, lembrando um lance que ocorrera dias antes na Inglaterra e acarretou numa lesão grave do atacante brasileiro Eduardo da Silva.
O candidato a coadjuvante, Diego Tardelli, surpreendentemente superou os favoritos Leonardo Moura, Jorge Henrique, Ibson ou Lúcio Flávio, e ganhou o prêmio de principal atuação no filme, ao marcar um belo gol no apagar das luzes. O mais incrível é que nos últimos dois minutos de acréscimo, o time do Botafogo se portou de forma valente, e, mesmo com um homem a menos, quis terminar como os heróis clássicos, que mesmo na fraqueza supera o cara mais forte, criando duas chances claras de empatar o jogo, porém esbarrando na falta de sorte (não da pra dizer que aquela bola na trave foi falta de competência).
Após acreditar-se que estavam definidos os vencedores dos principais prêmios da noite, eis que, na coletiva de imprensa, todo o elenco do Botafogo, incluindo diretor, atores e até mesmo executivos das empresas, roubam a cena e ganham o prêmio de melhor filme, ao protagonizar uma cena desnecessária, dizendo que o Campeonato Carioca é o lugar “Onde os fracos não têm vez”.

Roteiro final: Flamengo 2 x 1 Botafogo
Efeitos sonoros: as torcidas, ao vibrarem com os gols de Wellington Paulista (Botafogo) , Ibson (Flamengo) e Diego Tardelli (Flamengo).
Melhores coadjuvantes: Leonardo Moura (participou dos 2 gols) e Wellington Paulista (fez um gol e deu muito trabalho à defesa adversária)
Melhor ator: Diego Tardelli
Diretor: Joel Santana, terminou o filme da maneira que preferiu.
Melhor Filme: mais uma final eletrizante entre as duas equipes
Prêmio Framboesa de Ouro: A cena lamentável na coletiva do Botafogo. Tal time merece muito respeito, o trabalho feito desde o presidente até o roupeiro é de se admirar, boas contratações a custo baixo, boa administração, um time muito dedicado em campo, excelente esquema tático, dentre outras virtudes. Porém, parece que querem jogar essa bela imagem no lixo ao ficar dando motivo para os outros torcedores fazerem chacota.

Próximos filmes: Flamengo x Cienciano (Copa Libertadores), quarta-feira 27/02
Rio Branco (AC) x Botafogo (Copa do Brasil), quarta-feira 27/02
4 comments Fevereiro 26, 2008
Treinadores e seus bruxos
Por Marcello Coimbra

Todo treinador tem os seus cupinxas, inclusive aqueles em que ele sempre confia para entrar no 2o tempo e mudar o panorama do jogo (mesmo que este já seja positivo).
Seguem os números desse ano:
Joel Santana no Flamengo – 9 jogos
Obina – 9 jogos, 8 entrando no 2o tempo e 1 começando como titular com o time reserva do Flamengo
Renato Gaúcho no Fluminense – 9 jogos
Cícero – 9 jogos, 8 entrando no 2o tempo e 1 como titular com o time reserva do Fluminense
Alfredo Sampaio no Vasco – 9 jogos
Abuda – 7 jogos, 6 entrando no 2o tempo 1 como titular com o time reserva do Vasco
Cuca no Botafogo – 8 jogos
Fábio – 8 jogos, 6 entrando no 2o tempo e 2 como titular no time reserva do Botafogo
Abedi – 7 jogos, 5 entrando no 2o tempo e 2 como titular no time reserva do Botafogo
Falta de opções ou mania dos treinadores?
2 comments Fevereiro 22, 2008
O preço de uma paixão
Impacto do preço dos ingressos no orçamento de um trabalhador
por Carlos Caroni
Breve histórico
O futebol é chamado por muitos de paixão nacional, e talvez seja uma das poucas formas de entretenimento capaz de unir pessoas de diferentes classes sociais em um mesmo ambiente.
Porém, devido ao aumento absurdo do preço dos ingressos nos últimos anos, essa realidade parece estar mudando.Para se ter uma idéia, a entrada da arquibancada no Campeonato Brasileiro de 2006 custava 15 reais. No ano seguinte, o preço para os jogos do primeiro turno do estadual simplesmente dobrou. Na época, através da rede de relacionamentos Orkut, torcedores dos quatro grandes times da cidade se organizaram para sensibilizar o Ministério Público.Por causa da grande quantidade de emails, o promotor Rodrigo Terra entrou com uma liminar, mas esta foi negada. Veja em: http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Arquivo/0,,AA1431733-8066,00.html
De qualquer maneira, a movimentação não foi totalmente em vão. A partir disso, os clubes decidiram que seriam cobrados 30 reais apenas nos clássicos. Contra pequenos, 20 reais.
Novo aumento e fiasco
Quando tudo parecia estar tranquilo, o torcedor foi mais uma vez pego de surpresa.Novo aumento foi definido para a fase final: entradas a 40 reais.Houve resistência por parte da torcida.O jogo entre Flamengo x Vasco, conhecido como Clássico dos Milhões, pela semifinal, levou pífios 23.791 pagantes ao Maracanã.Esse público foi menor do que o jogo de estréia do Flamengo contra a Cabofriense (28.712 pagantes).
Após o papelão, a diretoria rubro-negra se viu obrigada a baixar o custo do bilhete para a final. Uma “promoção” foi feita, e quem comprasse o ingresso do primeiro jogo ganhava o do segundo, pagando por cada um 20 reais. Um preço justo, na minha opinião.Mas isso não foi suficiente.Compareceram 38.226 pessoas para ver o Flamengo perder para o Madureira. Um detalhe pessoal: fiquei por volta de 4 horas nas Laranjeiras pra conseguir comprar as entradas.É impressionante a desorganização na venda, mas isso é tema para outro post.No segundo jogo, finalmente, público bom: 60 mil pessoas.
Peso no orçamento
Finalmente falarei sobre o que está escrito no título do artigo. Antes, é bom lembrar, que até o momento só me referi aos preços de arquibancada.As cadeiras inferiores que, aos poucos, voltaram a ser utilizadas em 2007 custavam 10 reais e em alguns jogos R$15,00.
Vamos agora imaginar o seguinte caso: Um torcedor que é auxiliar de serviços gerais e ganha salário mínimo foi, no setor mais barato do estádio,a todos os jogos do Flamengo no primeiro turno (incluindo a final contra o Botafogo).Esse mesmo torcedor necessita em um mês de uma cesta básica para se alimentar.
Após algumas contas veremos como o preço dos ingressos praticado no Carioca é fora da realidade.
Calculemos:
Gastos
Ingressos
Flamengo x Boavista – R$ 20,00;
Flamengo x Cardoso Moreira – R$ 20,00;
Flamengo x Duque de Caxias – R$ 20,00;
Flamengo x Macaé – R$ 20,00;
Flamengo x América – R$ 20,00;
Flamengo x Volta Redonda – R$ 20,00;
Flamengo x Fluminense – R$ 30,00;
Flamengo x Vasco – R$ 30,00;
Flamengo x Botafogo – R$ 30,00;
Total: R$ 210,00.
Transporte
Consideraremos que o torcedor use um ônibus sem ar-condicionado para ir e um para voltar.
Com a tarifa vigente (R$2,10) temos:R$ 4,20 x 9 jogos = R$ 37,80.
Alimentação
De acordo com a última pesquisa do Dieese, realizada em janeiro de 2008, o custo da cesta básica no Estado do Rio de Janeiro é de R$ 206,22.
Gasto com a alimentação: 412,44*
* O primeiro turno do Estadual foi realizado entre 20/01/08 e 24/02/08. Ou seja, durante dois meses do ano.
Total de gastos:
R$ 660,24.
Renda
De acordo com a Lei 5.168, de Dezembro de 2007, o salário mínimo no Estado do Rio de Janeiro é de R$ 470,34.
Portanto, ao longo dos dois meses em que o campeonato foi realizado, o trabalhador recebeu dois salários, contabilizando R$ 940,68.
Balanço
Subtraindo os gastos da renda, sobram apenas R$ 280,44.
Conclusão
É impossível para um trabalhador acompanhar o seu time com os preços atuais. Além dos gastos contabilizados em nossa conta ainda teríamos que considerar outras despesas, tais como condução para o trabalho, contas de água, telefone, etc.
Os clubes deveriam baixar o preço dos ingressos.Além da bilheteria não ser a sua principal fonte de receita, preço alto não significa maior retorno. A Apple foi chamada de louca por todos ao anunciar que venderia músicas para o Ipod a US$ 1,00. Pois bem, vendeu mais de 1 bilhão delas.Foge do segmento esportivo, mas é um exemplo a se pensar.
3 comments Fevereiro 21, 2008
Flu faz “dever de casa”.
Por Lipe_Tricolor

Finalmente, após um longo tempo, reestreiamos na Libertadores.
O Fluminense encarou a altitude (2850m) de Quito, no Equador, e o perigoso, principalmente em casa, time da LDU, que é o atual campeão Equatoriano.
O Fluminense, pelo elenco que tem, vinha de uma prematura eliminação da Taça Guanabara, o que abalou os jogadores e a torcida. Apesar de ter sido apenas a primeira derrota no ano, o trabalho do Renato vem sendo muito criticado desde então. Para recuperar um pouco a auto-estima e trazer paz até a estréia da Taça Rio, o Fluminense precisava trazer de Quito um bom resultado. E todos sabiam que não seria fácil. Além dos problemas trazidos pela altitude, o time da LDU é muito perigoso em casa e tem bem mais bagagem na Libertadores que o tricolor, e isso conta muito.
O primeiro tempo foi muito ruim para o Fluminense, o time parecia bastante nervoso e não conseguia passar do meio campo, nas poucas vezes em que conseguiu, perdeu a bola com facilidade, mas isso também se deve ao fato do ar rarefeito deixar a bola bem mais rápida. A LDU teve pelo menos quatro boas chances de abrir o placar, em uma delas, ocorreu um lance incrível em que os equatorianos, em três chutes seguidos perto da pequena área, não conseguiram fazer o gol. O tricolor só conseguiu a primeira finalização em um forte chute do Thiago Neves após os 40 minutos. Fomos para o intervalo com um 0 a 0 graças às boas defesas do goleiro Fernando Henrique.
Renato Gaúcho acertou em cheio, dessa vez, ao tirar Maurício e por Cícero em seu lugar. Aparentemente ele aprendeu com os erros de sábado. O time ganha muito com este jogador, que organiza o meio campo, marca bem e sabe sair jogando. Outro ponto para o Renato foi ter invertido o posicionamento do ataque, que era Thiago Neves – Washington – Leandro no primeiro tempo e virou Leandro – Washington – Thiago Neves no segundo. Melhoramos muito. Levamos perigo mais vezes ao gol da LDU, e no lance mais polêmico da partida, o goleiro deles defendeu um chute do Thiago Neves, com as mãos, fora da área. Seria a vitória do Fluminense, o amarelinho ficou muito barato… O jogo continuou em um bom ritmo até o final, Conca deu um novo gás ao meio campo e Roger entrou pra garantir o pontinho fora de casa.
Pelas chances criadas, achei o empate justo. Libertadores é isso aí, ganhar dentro de casa e não perder fora. O Fluminense fez a parte dele, fez o seu “dever de casa” em território hostil. Quem tinha a obrigação de vencer, e não o fez, era a LDU. Agora temos um pouco mais de uma semana de treinamento pra acertarmos detalhes e entrarmos bem na Taça Rio.
OBS: Apesar das grandes defesas, continuo achando que temos um goleiro fraquíssimo. Fernando Henrique sempre foi assim, pega as impossíveis e nos lances mais bobos entrega, como foi contra o Botafogo, por exemplo. Ontem ele quase entregou dando um soco ridículo na bola, que bateu nas costas do Gabriel e quase foi pro gol. Perto do final da partida, foi sair de soco na bola e acertou um murro no Luiz Alberto… Tomou um mega esporro do Thiago Silva logo em seguida. Abre o olho diretoria!
5 comments Fevereiro 21, 2008




